GM Fortaleza-Manifestantes ocupam a Prefeitura

 

GM Fortaleza-Manifestantes ocupam a Prefeitura

Manifestantes do MST e MCP ocuparam o Paço Municipal e obtiveram a promessa de benefícios para suas comunidades

Do Paço Municipal, os manifestantes da Capital e do Interior ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e ao Movimento dos Conselhos Populares (MPC) saíram com a promessa de ter várias de suas reivindicações atendidas. O grupo de 500 pessoas, segundo o MST e de 250, de acordo com a Guarda Municipal, começou a ocupação por volta das 8h30min. Os manifestantes só deixaram a sede da Prefeitura por volta das 15 horas, com propostas ligadas à educação, saúde e infraestrutura básica.

A Prefeitura firmou o compromisso de matricular 40 crianças em escolas municipais; o cadastramento no Plano de Saúde da Família (PSF) no próprio bairro; fornecimento de 500 cestas básicas (300 fornecidas pela Prefeitura e 200, pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); recebimento de dois novos recipientes para lixo e de lonas para suas barracas, estas últimas doadas pela Defesa Civil Municipal.

“Nós apresentamos ao Ministério das Cidades a proposta de eles serem incluídos na segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), num projeto que será construído na Praia do Futuro”, afirma Elmano de Freitas, coordenador da Comissão de Participação Popular da Prefeitura. Ainda sem confirmação do PAC, Freitas aponta que as propostas apresentadas já vinham sendo maturadas pelo Município.

Manifestação
A manifestação no Paço foi decidida, alega o coordenador do acampamento do José Walter, Marcos Bentes, após a Prefeitura e Governo do Estado não enviarem representantes para discutir a situação da ocupação. A falta de água, de energia e de infraestrutura são os principais problemas. Conforme Bentes, o Município e o Estado deixaram de lado as últimas reuniões na sede do Ministério Público Estadual. A Prefeitura nega. “Mandamos representantes a todas os encontros, não faltamos a nenhum” diz Elmano de Freitas. Hoje, deve ocorrer uma reunião na Secretaria das Cidades, do Governo do Ceará, para discutir a ocupação.

Em abril, cerca de 600 famílias chegaram ao sítio São Jorge, no José Walter, sem data para sair. O MST e o MCP alegam que o espaço seria um “latifúndio urbano” e pedem reforma agrária urbana. O sítio é propriedade de uma construtora e há o projeto de construção de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.


E-Mais

MANIFESTANTES DE TODO O CEARÁ


De acordo com o MST e MCP, fazem partes do acampamento no bairro Prefeito José Walter pessoas vindas de todas as Secretarias Executivas Regionais (SER) de Fortaleza. São pessoas de bairros como Vila Velha, Praia do Futuro, João XXIII, Montese, Jangurussu e outros.

Segundo representantes do MST, algumas famílias vem da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e de cidades do Interior mais distantes da Capital, como o Cariri.

A ocupação do José Walter aconteceu no dia 17 de abril.
O Povo on-line

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